Ouve a Voz…

Para que possamos ouvir bem, precisamos aprender antes de tudo a silenciar.

Estou aprendendo um pouco mais sobre o silêncio. Silenciar é muito bom, e olha que sou uma pessoa que gosta muito de falar.

Neste Natal, falando nisso – Feliz Natal Atrasado a Todos, ganhei muitos presentes. Talvez eu tenha sido um bom menino, durante os meses de 2011! kkk

Dentre estes presentes, ganhei 4 livros (1 do Humberto Gessinger – 123 Variações Sobre o Mesmo Tema e 3 do Martín Valverde – sendo um deles “O Silêncio do Músico”). Eles sãos os meus músicos favoritos e ambos pelo mesmo motivo…”as letras”.

PV e Nine, muito obrigado pelo presente! Voltei a ser um leitor por conta de vocês!

Me parece que ler é como comer algo doce e escrever é como comer algo salgado! Estou tentando intercalar os 2.

Li o “Silêncio do Músico” e indico a todos!

Com essa leitura pude reparar como somos falhos em nosso diálogo com Deus. Perdão! Diálogo? Não seria um monólogo?!

Por muitas vezes, me peguei em minha orações: agradecendo, pedindo, falando dos meus problemas, pedindo ajuda, mas sinceramente, posso contar em meus dedos os momentos em que deixei o Pai falar.

Numa noite dessas, após deixar minha noiva em casa, estava caminhando pela Uranos (uma das ruas principais do lado de Ramos em que a Nine mora) e como sempre comecei a OUVIR as músicas do meu MP4. Não lembro-me agora se erra Martín ou Dalvimar, mas eu sei que queria que Deus me dissesse algo e por isso procurei as canções de um dos 2 (como sempre faço). Andei alguns metros e quanto ia chegando na passarela, escutei bem longe, uma voz que me gritava: “Ouve a Voz”.

"Ouve a voz..."Desliguei o MP4, me silenciei. Atravessei a passarela e andei até minha casa (um bom pedaço). Quando cheguei em casa, Ele me deu essa letra, essa canção. Ele mostrou letra e canção! Eu respondi-lhe com a segunda parte!

“Sim Senhor, ouço a voz (vós)”

“Filho Meu, ouve a voz”.

Que o Senhor nos ensine a seguir os passos de Jesus!

Feliz 2012!

Ouve a voz…

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“O Amor de Deus”

Como poderíamos entender?

Receber algo tão valioso de graça?

Sem ter de dar nada em troca?

Do que falamos?

Irmão e irmã,

Estive calado mais uma vez por um bom tempo. Me faltava não só o tempo para partilhar, mas também me faltava um sentido para faze-lo.

Ao ver os últimos endereços acessados neste Notebook, observei que alguém buscou essa página.

Resolvi entrar com meu login, e então, vi um comentário feito por um irmão e amigo, que ainda não conheço. Ele se chama Orlando.

Passei por momentos conturbados, no trabalho, na vida familiar, na vida comunitária, mas apesar de todo esse turbilhão, permaneci em pé. Não por minhas forças, pois as que tenho não seriam suficientes. Deus cuidou de mim, de diversas formas e através de diversos meios.

Ele contou com a ajuda de alguns Filhos que Ele ama tanto quanto eu.

Estou aprendendo a amar um pouco mais a cada dia! E isso é maravilhoso!

Tenho neste momento bem menos para comemorar, do que nos últimos 6 meses. Parece que o Pai está me ensinando novamente a como trabalhar com o nada.

“Quando não temos nada, temos tudo, por que neste momento, só temos à Deus”.

Deus criou o mundo, e o mundo mudou muito desde de então.

Deus criou os seres viventes, e muitas espécies passaram por mutações.

Deus criou o “homem”, e este parece ser cada dia mais diferente do primeiro.

Mais existe algo que não mudou…

…”O Amor de Deus”.

Ele nos ama, não por que somos belos ou feios; santos ou pecadores; crentes ou descrentes; homens ou mulheres; jovens ou velhos.

O Pai nos ama simplesmente por que é a fonte, a prática e dentre de si, o próprio amor.

Nada que façamos hoje, poderá fazer com que este sentimento puro e forte aumente ou diminua. Deus sempre te amou e continuará amando.

Mas enquanto a nós?  

Nós nos amamos? Nós temos correspondido este amor do Pai?

Se Ele ama, é por que possivelmente isso é muito bom!

Eu estou tentando! Você me ajuda?

“Juntos somos Cristo”

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“O Outro”

“Nunca olhei pr’os lados. Pra não perde a direção…” (Girassóis – Cidadão Quem).

Boa noite! Sei que a “voz” esteve calada por um bom tempo, mas se assim esteve, foi para que na ausênsia de sua voz, pudesse ouvir.

Neste período de silêncio, muito pude aprender e como fruto deste tempo de aprendizado, ou seja, não só estes meses, mas “todos” os meus 22 anos de vida, surge “O Outro”.

O trecho da música da Cidadão Quem, banda gaúcha que gosto muito, retrata o modo como muitas pessoas que conheci agem e dentre estas posso me colocar como um, que durante um bom tempo “não olhou para os lados, para não perder a direção”, certo que desta forma toda a minha atenção estaria concentrada no foco. 

Depois de alguns anos e de algumas conquistas, pude perceber que cheguei aos finais de muitas situações de minha vida, sem notar como tudo aquilo tinha acontecido. A virtude de “não olhar p’ros lados”, passou a ter outros ares quando finalmente olhei para trás, olhei para os lados e por fim para mim. Notei que por ter andado daquela forma, deixei de olhar para coisas que eram valorosas, também percebi que machuquei muitas pessoas e inclusive a mim mesmo.

“…o mundo ao meu redor andava a 300 por hora e eu estava sempre uma volta a frente”

Me tornei cego a ponto de não perceber que haviam pessoas que se preocupavam comigo, as quais eu simplesmente dizia que faria daquela forma mesmo. Em boa parte das vezes eu nem as escutava.

Ajudava a todos, sofria por todos, amava a todos, resolvia tudo, mas sempre havia um vazio, após o total esgotamento.

Certo dia, não lembro qual, nem o mês, mas creio que foi no ano de 2008, senti a necessidade de novas experiências. Foi então que comecei a diminuir o ritmo, com a fundamental ajuda de pessoas que me amam. Estranho dizer isto, mas as novas experiências chegaram ao reduzir e não ao acelerar, como eu achava antes que deveria ser.

Para me ajudar a entender essa passagem, vali-me da seguinte cena.

- Um motorista, que todos os dias durante o ano passa pela a mesma estrada a 100km/h, e em um dia qualquer, ver-se obrigado a andar a menos de 20km/h, por conta do fluxo.

Inesplicavelmente ele olha pela janela do carro, extremamente chateado e se depara com um céu límpido, com montes e campos verdes, com uma lagoa enorme e logo pensa – “estou dirigindo na estrada errada e não naquela que sempre percorro”.

- “É sério!” – eu diria para ele

- “Você esta na estrada certa, a mesma de sempre, só que agora você está dirigindo este carro da maneira correta e não mais da errada”.

O motorista sou eu! Mas também pode ser um outro, uma outra…aliás. pode ser você!!!

Quando recebi “O Dom de Olhar”, e devo lembrar a mim mesmo o quanto ainda preciso aprender a olhar, pude sentir o peso de anos e anos vivendo pra chegar a um final. Meus amigos me contavam os nossos feitos, e me mostravam detalhes que eu não pude perceber. Eram pequenos detalhes, mas que davam um charme, como o amarelo das espigas de milho, sob o verde dos caules do milharal. Podiam ser pequenos, mas eram belos. Por conta deste pequenos o final se fazia grande!

Agora tive em minha mente a seguinte imagem:

Eu olhando para o face de Jesus e Ele, olhando para meu rosto e logo após para trás de mim. Quando eu me virava, pudia ver um terceiro rosto. Era o rosto do outro.

Quem é o tal outro? Não sei! Pra mim pode ser você, para ti eu posso ser o outro.

“Cristo olhou o jovem e amou o jovem” – assim diz uma das traduções da passagem do evangelho com o título de “O Jovem Rico”.

No final o que todos esperavam não aconteceu, o jovem se foi, de cabeça baixa, talvez triste. Jesus teria sido frio? Acho que não. Acho que Ele fez a parte que Lhe cabia, Ele olhou e o jovem fez uma escolha.

Você já olhou para alguém hoje, mas olhou mesmo?

Talvez o que o outro mas precise não seja o seu olhar, mas isso pode ser um começo.

“Sei que demorei muito entender e talvez me falte muito ainda, Senhor, mas quero que saiba que estou grato por tudo que me permitiste até aqui.”

Obrigado por olhar com amor para mim! Espero ser capaz de fazer o mesmo pelo meu irmão, aquele que eu chamei de outro!

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“Ser Luz”

Me sinto honrado por ter sido portador de tamanhã graça, senti de forma maior o peso da resposanbilidade que nos é confiada, mas se é isso que Queres Senhor, eis-me aqui!

Certamente temos o conhecimento que muitos são os dons, que são concedidos por Deus. Alguns de nós possui um, às vezes mais, porém não é a quantidade ou a dita maior ou menor importância destes, que nos faz bons servos. Antes de tudo devemos entender que tudo isso, a ação de Deus, se faz possível por alguns elementos e dentre estes menciono dois neste momento.

Fé…

Um pequenina palavra, mas que  em muitas ocasiões se faz tão grande, que suporta e/ou nos faz suportar o que antes era impossível. Alguns dizem que esta remove montanhas. Quer uma maior do que a descrença que cada um de nós é capaz de nutrir? Parece que no mundo onde vivemos, pelo menos no que eu vivo, cada dia mais perdemos a fé no ser humano, na paz, na melhora e até em nós mesmos.

Muitas pessoas dizem morrer pela fé, afirmando o que acreditam. Estejam certos meus irmãos, os que pela fé morreram, não morreram em vão, mas os que nela vivem passam por sacrifícios que por vezes são tão dolorosos quanto a morte.

Das muitas pessoas que pode conhecer, as que mais possuiam fé, não eram as religiosas, mas sim para minha surpresa, as que menos via vincular-se a qualquer “religião”.

Entendo como fé, aquele certeza pura, em algo que não podemos explicar, mas que quando sentimos, somos impulsionados e permitimos ser possível, o impossível.

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” (Frei Francisco de Assis).

Perfeito, isso é uma busca pela fé. Como nos diria Tiago – “a fé sem obras é morta” -, e o que temos feito para ser melhor?

Amor…

Essa é tão complexa de se entender ou explicar quanto a Fé. Talvez seja pelo fato de ambas só poderem ser iniciadas em nosso entendimento, após um experiência mais ampla ou concreta.

De fato, a palavra “Amor”, tem sido cada dia mais utilizada, para diferentes fins, mas certamente, o seu completo e real significado tem sido vivenciado cada vez menos.

“Heros, Philus e Ágape” – O “amor erotizado” que nos é comercializado por todos os sentidos que possamos utilizar. O “amor fraterno” que foi a base das primeiras organizações e grupos sociais na Antiguidade.  E por fim, o “amor Deus”, que se revela como uma positiva união entre todos os tipos de amor que os teóricos titulam.

Hoje vejo e sinto de forma diferente. Seria um grande erro afirmar que, todos amamos e sentimos tal sentimento da mesma forma. Somos diferentes como os amores são diferentes, mas em verdade todo o amor parte da mesma essência.

“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem sentir-se melhor e mais feliz.” (Madre Teresa de Calcutá).

Penso como esta mulher, como outros seres humanos, entenderam a sua missão de “Ser Luz”. A Irmã Teresa de uma forma bela uniu as duas palavras, Fé e Amor, quando não só as entendeu, mas também as vivenciou e partilhou.

Os Dois Jovens…

Conheci dois jovens, que tiveram suas vidas mudadas pela busca de algo que pudesse preencher seus vazios. Estes vazios, meus queridos irmãos e irmã, era o espaço que Deus e Seu Imenso Amor deveriam ocupar, mas foram impedidos. Tive contato com eles neste sábado, quando participava da celebração. Gabriela a minha esquerda e Leandro a minha direita, puderam presenciar e contemplar junto conosco a presença do Pai Eterno. Foi muito bom, foi maravilhoso ter vivido a experiência de “Ser Luz”. Vi na verdade, que aqueles que são chamados a conduzir, são como velas, que permitem-se ser portadores da Luz que vem do Espírito Santo de Deus.

Espero que possamos nos ver novamente, da forma de nos conhecemos nestes dia onde tanto aprendi. O Pai vos ama, Oh pequeninas almas, permitam-se sentir este amor.

Frei Francisco, Irmã Teresa, Gabi, Lê, meus irmãos e irmãs de Sião, meus amigos e familiares…obrigado por todo o ensinamento. Sou grato por poder aprender tanto com cada um. Espero poder retribuir tamanha graça e honra um dia. “Ser Luz” é uma missão que exige muito amor, mas não tanto que o Pai não seja capaz de nos permitir e que nós não possamos gerar.

 

Grande beijo e abraço em todos!

Peço que orem para que eu possa ser dia após dia, um pouquinho mais instrumento da Paz de Deus, como a vela.

“Juntos somos CRISTO”.

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“Diálogos com Frei Francisco I”

Que a paz do Senhor habite vossos corações e que neles a bondade e amor que emanam do Pai permaneçam.

Volto a partilhar convosco após um intervalo, que me permitiu concluir que não sou mais como era antes.

É claro, para mim, que a cada segundo de nossas vidas nos tornamos diferentes de outrora. Nos tornamos novos homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e idosos.

Hoje sou Raphael, um Filho de Sião.

Nos últimos meses, tenho me aproximado mais do nosso irmão Francisco, por muitos chamado de São Francisco de Assis. Tenho me sentindo mais tocado em chama-lo, como ele mesmo se nomeava – Frei Francisco.

Ganhei a poucos meses, mais precisamente em dezanbro, no Natal, uma tradução dos “Escritos de São Francisco”, da Nine (minha namorada).

Hoje pela manhã o lia e me senti chamado a dividir dois fragmentos convosco.

Carta Enviada a Toda Ordem

19O homem despreza, profana e calca com os pés o Cordeiro de Deus, quando, como diz o apóstolo, não distinguindo(1Cor 11,29) e não discernindo o santo pão de Cristo de ourtos alimentos ou obras, o come indignamente ou também, embora digno, o come levianamente e sem dignidade, como diz o Senhor pelo profeta: maldito o homem que realiza com fraude a obra (Jer 48,10) de Deus.”

—————————————————————————————-

21Ouvi, irmãos meus: Se a Bem-aventurada Virgem é tão honrada – como convém -, porque o trouxe em seu santíssimo útero; se o bem-aventurado Batista estremeceu e não ousou tocar a santa cabeça de Deus; se venera o sepulcro em que Ele jazeu por algum tempo, 22quão santo, justo e digno não deve ser que traz nas mãos(1Jo 1,1), recebe na boca e no coração e oferece aos outros para receberem aquele que já mais morrerá, mas há de viver eternamente glorificado, a quem os anjos desejam contemplar! (1Ped 1,12).”

(Carta Enviada a Toda a Ordem – pág. 71 – 78 / vers. 19 , 21-22) 

(TEIXEIRA, Frei Celso Márcio. Escritos de São Francisco / Organização e Tradução – Petrópolis – RJ: Vozes; Brasília – DF: FFB, 2009.)

 

Meus queridos irmãos e irmãs, todos nós, vocês e eu, mesmo marcados com as nossas mazelas e pecados, somos vistos e amados como filhos e filhas, aos quais o Pai toma em suas mãos e os lava e redime de todas as faltas, através de Vosso Espírito Santo.

 

Não tenhais medo de recebe-lo, sendo na presença de Seu Corpo e de Seu Sangue, por nós ofertados, seja por Sua presença na Palavra ou na presença dos irmãos que o trazem consigo e se alegram em dividi-lo, anuncia-lo, com e por amor.

Não temas em ser um anunciador, por palavras, gestos ou atos. Mas acima de tudo, façam as obras de todo o coração, com todo o amor.

 

“Amai o próximo, como a ti mesmo”.

 

Se hoje eu puder grava algo em vossas mentes e corações, que não seja eu, mas que seja Ele, uno e trino, através de mim.

 

“Eu os amo, mesmo em vossas humanidades, mesmo em vossos pecados. Se me fiz humano, foi para que pudesse sentir-vos em toda a essência. Se me sacrifiquei, através do Corpo e Sangue de Meu Filho, Jesus Cristo, foi por ama-los e porque vós teem o valor de cada gota do Santo Sangue de Cristo.”

 

“Aos vós, grandes e pequenos, digo… - O Amor é a resposta – .” 

 

Com amor,

Vosso Pai, através de vosso pequeno irmão e servo.

“Juntos somos Cristo”.

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Uma noite sem mim

Se você me perguntar o que eu sentia quando cheguei em casa. Eu não saberia te responder… era um misto de indignação, ódio, amor, raiva, compaixão, nojo.
Mas o mais angustiante pra mim foi chegar em casa e ouvir minha mãe dizer pra botar a roupa pra lavar… ela só diz isso quando vou ao médico, porque a roupa pode estar contaminada. Me diz do que eu poderia ter me contaminado? De gente como eu ? Do que eu estava me limpando?

Quando saí do banho me sentei no quarto e comecei a rezar, por todas essas pessoas de rua que eu tinha dado comida… e comecei a me sentir fraca…. Talvez agora eu entenda o que é rezar por alguém.. talvez seja dividir a angústia do irmão… Talvez aquela tenha sido a minha única refeição no dia, talvez eu esteja com frio, talvez esteja menstruada e não tenha absorvente, ou lugar para tomar um banho… Talvez eu anseie um prato de comida mais do que eu desejo continuar a viver, talvez eu não queria viver.. talvez morrer seja mais fácil, menos dolorido. Talvez eu não entenda porque eu sinto amor e ódio desses jovens que vieram me trazer comida. Porque eles têm tudo e eu não tenho direito a roupas limpas, comida na mesa, amigos ao redor, família em casa.

Talvez eu seja um deles, talvez eu seja a mulher que dorme na rua, ou o velho que divide a comida com seu cão, talvez eu seja a criança chorando por comida, ou talvez eu só seja alguém… impotente.

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“Deus significa Amor”.

Admiro profundamente a palavras que lemos na bíblia. Eu mesmo pude sentir, em muitos momentos de minha vida o conforto trazido por elas, mas sinto principalmente nos últimos meses, que Deus tem me falado de outras formas.

Hoje tenho a graça de poder passar aquilo que sinto. Somente quando pude sentir Deus falando é que as palavras sagradas tiveram um verdadeiro sentido para mim.

Junto com meus irmão de fé, PV, toco as sextas-feiras em adoração, em uma igreja que fica no bairro de Olaria. Nesta sexta(18/12), a coordenadora do grupo de adoradores me perguntou antes de iniciarmos:

- Você pensou em algo pra hoje?

Eu respondi, certo de que como sempre não havia conseguido “planejar” nada:

- Que tal trabalharmos isso? (Apontando para a estampa de sua camisa).

Em sua camisa estava escrito o que para mim significa Deus – “Amor”.

Estive 16 anos participando intensamente em inúmeras atividades pastorais e somente neste último ano, pude verdadeiramente sentir o “Amor que é Deus” em sua essência.

Crianças, pobres, doentes, excluídos…esses são o maior exercício de amor para mim, superando muitas vezes as pessoas que quase nunca falo, por falarem mal de mim.

No olhar das crianças, pude recuperar muito do que perdi durante os anos. A pureza, a observância, a ternura, o amor primário, o amor puro. Sinto que isso reforça e muito a minha vocação a paternidade, mas tenho certeza que é algo que vai muito além disso.

O amor de uma criança é sempre sincero, se um pequenino ama alguém, esse amor é algo que fica claro, pois este ainda não desenvolveu a capacidade dissimulada de mentir com tanta perfeição, para os outros e para si mesmo, a ponto de fazer a mentira se tornar verdade. Noto um clara diferença entre os pequenos e as pequenas. Eles no geral são mais teimosos, mais chorosos, mais brutos. Destes tem-se o respeito de duas formas, pelo medo, que é perdido de acordo com o tempo ou pelo amor, que tende a se tornar uma admiração profunda, passando a enxergar no outro um reflexo do que quer para si.

Elas geralmente são ternas, mais carinhosas que eles, delicadas e encantadoras. Confesso ter uma grande dificuldade em agir de forma corretiva com elas. Uma simples palavra entoada por elas, me neutraliza.

Enxergo na diferença dos gêneros dos pequeninos, a perfeição da natureza criada por Deus.

“Cada qual possui sua essência, mas ambas são extraídas do mesmo jardim”.

 

Sem sombra de dúvidas o olhar mais difícil é ao pobre, doente e excluído. Quantas vezes, estive com um irmão de rua e não o olhei nos olhos?

Inúmeras! Por medo, por repulsa, por vergonha!

Estes são os mais queridos de Francisco! Foram para ele a voz de Deus.

Suas feridas da carne revelavam aos olhos uma parcela risória das feridas da alma.

Para mim são os mais difíceis de amar, não somente pelo seu aspecto, pois isso tenho aprendido a crescer e superar, mas principalmente por eles não saberem ser amados. Eu entendo que estes irmãos devem ter sofrido tanto em suas vidas, que qualquer proximidade com o próximo, possa representar uma nova agressão.

“Quando vejo suas almas, posso ver e sentir a dor. Isso me entristece, mas afirma meu chamado.”

 

“Senhor eu quero ama-los! Ensina-me!”          

 

O amor para mim meus irmãos, é um exercício de longa duração. Muitos levam sua vida toda exercitando e ainda sim não o sentem.

Um dia eu parei de tentar e decidi sentir. Foi a melhor troca de caminho para mim.

“Transformei minhas dúvidas em certezas, no momento em que disse, Sim”.

 

Gostaria de dividir um pouco desse amor convosco! As palavras são limitadas, mas também foram a única forma.

“Pai, sei que em minhas orações, Teu silêncio, só me basta!”

Certos do amor, agora vamos agir!

“Juntos somos Cristos”.

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“Faces”

Quem é esse homem, de face sofrida? …

 

…Que ao mesmo tempo, possui um rosto manso e humilde.

Essa é a face de Deus ou do homem?

Me fiz essas perguntas, após passar anos observando os escritos que falam sobre Jesus.

O menino da manjedoura, aquele que aos 12, ensinou os mestres da lei, que aos 30, iniciou a sua dita vida política, o mesmo que curou doentes, multiplicou alimentos e que ao 3° dia ressuscitou.

 

Passei minha infância ouvindo, que eu deveria ser como Ele, agir como Ele, falar como Ele, amar e perdoar como Ele. Juro que tentei bastante, e por vezes me esqueci desta busca, mas creio que mesmo ainda tentando, continuo sendo eu, humano, falho, pecador, porém obstinado a melhor a cada dia.

A alguns meses tenho visto um processo acontecer. Tenho sido cada vez mais natural, cada vez mais eu, porém tenho me visto cada dia mais diferente. As pessoas olham em meus olhos de forma diferente e creio que posso sentir exatamente o que elas sentem naquele momento.

 

Ante ontem escutei a seguinte frase: “Acho que nisso, você lembra muito Jesus…no seu olhar…”

Comecei a olhar para trás e pude me lembrar que em outras situações estive diante de outras pessoas que me disseram algo parecido. Por vezes relataram que em meu rosto havia algo diferente, algo belo, que lembra o Próprio Cristo.

 

Se isso for verdade, se realmente minha face resplandece Jesus Cristo, gostaria de ser cada dia mais portador desse graça. Sim graça! A graça de poder em um olhar resumir toda a existência humana, de unificar o antigo e o novo testamento, de poder dizer sem aos menos falar, que Deus te ama, mesmo que você não o ame, que te perdoa, mesmo sem você buscar isto e que Ele ainda acredita em ti, mesmo que você mesmo não acredite.

Faça de sua vida algo maior, maior que uma canção que morre em 5 minutos, bem mais do que uma vida que termina aos 80, faça dela um testemunho, uma bela história, a história de uma pessoa que na verdade, era Jesus.

Se hoje você não pode ver, sinta, se não pode sentir, permita-se permitir.

 

“Eu acredito que, juntos somos Cristo…o corpo e não um dos membro”.

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“Pai, porque me abandonastes?”

jesus-na-cruz_pai porque me abandonastes

Pergunto sem esperar uma resposta, pois creio saber a da grande maioria.

Já se sentiu abandonado por todos, inclusive por Deus?

Jesus Cristo, exclamou na Cruz: “Eli, Eli, láma azavtani”.(Mat. 27;46).

“Senhor, Senhor, porque me abandonastes?”

E Ele realmente o abandonou!?

Quantas mães já devem ter dito isto?

Ao verem um filho ser morto a sua frente, por deverem ao tráfico de drogas ou por policiais que o julgaram culpado. Que vêem seus filhos recém nascidos padecerem em um hospital. Que pela terceira ou décima vez, sofrem um aborto espontâneo, e se sentem as totais culpadas pela perda.

Minha família e eu nos deparamos com essa questão à 10 anos atrás.

Eu estava para completar 11 anos e minha mãe estava grávida de minha irmã, Maria Clara. Meu pai era a cabeça da família, a razão nas decisões, minha mãe era o coração e eu me portava como qualquer outro membro do corpo, que possuísse uma importância menor(hoje me pergunto se há a tal diferença de importâncias, entres os membros deste corpo).

Em uma noite do mês de abril, eu tive um sonho, onde tudo era escuridão. No meio da escuridão, podia ouvir a voz de uma criança, uma menininha, que me chamava, pedindo socorro.Ao acordar, me vi deitado no velho sofá da casa de meus avós, em São Cristóvão, onde eu havia adormecido. Levantei, fui até a cozinha e tomei o café da manhã, que minha avó havia preparado. Perguntei por minha mãe e ela me respondeu que ela tinha ido a uma consulta. Menos de 2 horas depois, minha mãe retornou, com meu pai, meu avô e creio que como minha tia. Todos chegaram muito calados. Mal chegaram, e eu comecei a contar meu sonho. Minha mãe ouvindo, começou a chorar.

Ela já estava morta, em seu ventre!

A sua filha, a amada Maria Clara!

Minha irmãzinha, que eu tanto esperei!

Alguns dias depois(acredito que 2), foi feito o procedimento do parto, pois ela já era um ser humano formado.

Eu fui o último a ficar sabendo e creio que isso me fez minha dor ser ainda maior.

 Minha mãe disse que ela parecia comigo. O nariz, a boca desenhada, o tom de pele.

Hoje, passados esses 10 anos, sei que Clara, melhor do que qualquer um de nossa família, cumpriu sua missão. Através dela, Deus, mudou toda a estrutura e a forma de enxergar e de pensar de minha família.

“Sei que você, minha pequena e amada irmã, foi e é essencial, para que eu chegasse até aqui. Você sempre estará junto de nós, mesmo não sendo como nós tanto desejávamos. Muito obrigado!”

“Pai, agora posso ver que não nos abandonastes! Seu Filho provou da dor como nós, agiu por amor ao acatar o pedido de sua mãe e na cruz, no cume do sofrimento, se sentiu abandonado. Mas Ele permaneceu fiel e a Ti entregou o espírito.”

Dedico essa postagem a todos aqueles que foram abandonados, pois quando não temos mais nada, só nos resta Deus…por isso temos tudo!

Se sua vida hoje é um deserto, meu irmão, minha irmã, saiba que nas mãos de Deus, ele se torna fértil!

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“Navegando em um sorriso”

Fazia muito tempo que não ía em uma adoração. E hoje um anjo passou lá em casa e me carregou … Não imaginava que chegando lá eu veria um dos mais belos sorrisos que já vi em toda a minha vida, o sorriso de um menininho chamado Igor, que tinha algum tipo de deficiência, ele disse que adorava cantar, e ele cantou pra mim “Eu navegarei”, e essa música nunca foi tão significativa para mim.

Pediram-me para levar uma vela iluminando o caminho antes do ostensório, e minha vela se apagou, como em muitas vezes na minha vida… Mas Deus sempre me dá a oportunidade de acendê-la novamente, e eu peguei outra vela, uma vela que estava mole, e dava pra modelar sua forma… E me vi sendo aquele monte de parafina, pronto para ser modelado, e pedi para que Ele me modelasse. Não quero ter que me refazer sozinha. Quero entender qual forma eu devo tomar, quero entender o que devo fazer e porque eu estou aqui.

Eu estou pronta pra servir. Então Deus, só peço que me use.

Oração de Um Gentio

Sabes que sou humano, jovem e por isso muitas vezes me falta o discernimento, a paciência e a ternura.

Reconheço os meus pecados e vejo o quanto é difícil combate-los, mas nego-me a acreditar que qualquer força, que não a Sua, possa guiar-me.

Vejo os irmãos mais pobres do que eu, e sinto dor e pena, mas ao mesmo tempo sinto-me triste por não poder ajuda-los como é necessário. Rogo por eles. Ajude-os a carregar o peso de suas cruzes.

Sei que muitos não crêem em Ti e por eles peço-Te, que tenhas um olhar amoroso e que os faça crer.

Não tenho forças suficientes para transmitir-Te, por isso peço-Te que me utilize e conceda-me o que a minha humanidade falta.

Faça-me um degrau da escadaria celeste, para que meus irmãos possam chegar até Ti.

Ensina-me a amar, para que eu possa ama-los.

Já não tenho medo, mas peço-Te que não me deixes faltar a cautela.

Tenho desejos, mas caso este atrapalhem as Tuas obras, retira-os de mim.

Semeie em meu ser, para que Tuas maravilhas possam florescer.

Que minha língua possa dizer Tua Verdade e não meramente reproduzir o que outros dizem.

Que minha música seja como um fruto em uma árvore, que cresce por ser alimentado, amadurece para alimentar e sacrifica-se ao solo, para que possa gerar vida nova.

Que meus gestos sejam semelhantes aos Vossos, mansos e humildes de coração.

Que meus passos fiquem marcados na estrada, como aqueles que não são pioneiramente trilhados, mas como aqueles que feliz buscam seguir-Te.

Sou grato pelo que sou, de modo maior pelo o que me tornastes.

Sinto-me valioso, por ser equiparado ao valor de seu amor, um amor de cruz.

Por fim, digo-te: “Amo-Te e confio em Ti, Oh Pai, e sei que nos ama. Eis-me aqui, o gentio que sente-se feliz em servir-te”.

Tenha fé meu irmão e vós também minha irmã. Saiba que Ele sempre te amou.

Espero, de todo meu coração, que eu possa ser um degrau na escada que leva-te a Ele.

“Essa é a primeira mensagem q postamos em comunhão”.

Essa é a primeira mensagem de muitas outras que postamos em comunhão.

Espero que toquem seus corações, assim como tocou o meu.

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