“Convivendo com a Limitação…”

“É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas a graça das graças é não desistir nunca. (Helder Câmara).”

A paz do Senhor a todos!

Espero que todos estejam bem, mas caso não estejam, torço profundamente para que inspirem-se na frase acima, assim como eu estou me inspirando agora.

Caso você esteja bem, leia novamente a frase acima, pois sei que quando estamos com as coisas em ordem, temos o costume de não dar muito atenção a algumas coisas (vamos lá, leia de novo).

Nesse instante estou deitado no sofá da sala de minha casa, com o pé esquerdo imobilizado. Não é nada demais, apenas uma ruptura de ligamento, após ter dado um jeito no pé (jogando futebol…kkk).

Estando nesta situação, vejo mais uma vez, que tenho muito que aprender. Noto que depender dos outros me deixa muito desconfortável. De fato é, mas tenho que admitir que todos nós dependemos de alguém.

Neste momento dependo muito dos meus pais e da minha noiva. (Obrigado pela vida deles, Senhor!).

Preciso falar de algo, que está além da minha pequenina limitação, pois como sabemos, existem inúmeras formas de sentirmo-nos limitados – fisicamente, mentalmente, psicologicamente e por que não, espiritualmente.

Deus tem me ensinado muito sobre como conviver com barreiras, sabendo que muitas eu mesmo crio.

Mas quando olho para o lado (algo importante de se fazer, para que vejamos o próximo), noto com “não tenho problemas”, se comparando a muitos outros casos.

A Bíblia fala de muitas pessoas que tinha em suas vidas, limitações de muitos gêneros. Alguns eram doentes, outros cegos, alguns cochos, paralíticos, possessos. Jesus curou a muitos, mas é interessante ver que em diversas ocasiões, a real limitação não era vista pela pessoa.

Em quantos momentos lemos algo parecido?

“Filho, os teus pecados estão perdoados…” (Marcos 2:5,11)

Nestes momentos, onde Jesus realiza um tipo específico de cura, a cura dos pecados, percebo que o que mais tornava aquela pessoa limitada, era seu pecado e não sua doença ou deficiência aparentes.

Hoje me sinto limitado pelo gesso, pela ruptura dos ligamentos de um tornozelo, mas será que essa é a maior das minhas limitações?

Meu irmão, minha irmã, digo a seguir a sinceridade de um pecador a outro pecador:

“O pecado nos torna cegos, surdos, cochos, paralíticos e fatalmente limitados. Sem percebermos, podemos nos ver cercados por um muro, que ao invés de nos proteger, nos torno prisioneiros”.

Espera que eu diga-te a tempo, o que Deus talvez queira te dizer, mas caso eu não seja capaz, mas teu coração se permita, sei que Ele tornará possível mais esta cura.

“Não vim para os sãos; vim para os doentes” – assim disse Jesus.

Agraciados sãos os nossos irmãos, que mesmo diante das limitações, permanecem firmes na caminhada.

Sejamos imitadores destes, como foram estes de Paulo e este de Cristo!

É convivendo com a limitação, que aprendemos a pedir ajuda. Nem sempre se sabe, com quem iremos contar em um momento difícil, mas uma ajuda é sempre certa…

“Ele nunca disse que seria fácil, apenas disse que valeria a pena”.

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Ouve a Voz…

Para que possamos ouvir bem, precisamos aprender antes de tudo a silenciar.

Estou aprendendo um pouco mais sobre o silêncio. Silenciar é muito bom, e olha que sou uma pessoa que gosta muito de falar.

Neste Natal, falando nisso – Feliz Natal Atrasado a Todos, ganhei muitos presentes. Talvez eu tenha sido um bom menino, durante os meses de 2011! kkk

Dentre estes presentes, ganhei 4 livros (1 do Humberto Gessinger – 123 Variações Sobre o Mesmo Tema e 3 do Martín Valverde – sendo um deles “O Silêncio do Músico”). Eles sãos os meus músicos favoritos e ambos pelo mesmo motivo…”as letras”.

PV e Nine, muito obrigado pelo presente! Voltei a ser um leitor por conta de vocês!

Me parece que ler é como comer algo doce e escrever é como comer algo salgado! Estou tentando intercalar os 2.

Li o “Silêncio do Músico” e indico a todos!

Com essa leitura pude reparar como somos falhos em nosso diálogo com Deus. Perdão! Diálogo? Não seria um monólogo?!

Por muitas vezes, me peguei em minha orações: agradecendo, pedindo, falando dos meus problemas, pedindo ajuda, mas sinceramente, posso contar em meus dedos os momentos em que deixei o Pai falar.

Numa noite dessas, após deixar minha noiva em casa, estava caminhando pela Uranos (uma das ruas principais do lado de Ramos em que a Nine mora) e como sempre comecei a OUVIR as músicas do meu MP4. Não lembro-me agora se erra Martín ou Dalvimar, mas eu sei que queria que Deus me dissesse algo e por isso procurei as canções de um dos 2 (como sempre faço). Andei alguns metros e quanto ia chegando na passarela, escutei bem longe, uma voz que me gritava: “Ouve a Voz”.

"Ouve a voz..."Desliguei o MP4, me silenciei. Atravessei a passarela e andei até minha casa (um bom pedaço). Quando cheguei em casa, Ele me deu essa letra, essa canção. Ele mostrou letra e canção! Eu respondi-lhe com a segunda parte!

“Sim Senhor, ouço a voz (vós)”

“Filho Meu, ouve a voz”.

Que o Senhor nos ensine a seguir os passos de Jesus!

Feliz 2012!

Ouve a voz…

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“O Amor de Deus”

Como poderíamos entender?

Receber algo tão valioso de graça?

Sem ter de dar nada em troca?

Do que falamos?

Irmão e irmã,

Estive calado mais uma vez por um bom tempo. Me faltava não só o tempo para partilhar, mas também me faltava um sentido para faze-lo.

Ao ver os últimos endereços acessados neste Notebook, observei que alguém buscou essa página.

Resolvi entrar com meu login, e então, vi um comentário feito por um irmão e amigo, que ainda não conheço. Ele se chama Orlando.

Passei por momentos conturbados, no trabalho, na vida familiar, na vida comunitária, mas apesar de todo esse turbilhão, permaneci em pé. Não por minhas forças, pois as que tenho não seriam suficientes. Deus cuidou de mim, de diversas formas e através de diversos meios.

Ele contou com a ajuda de alguns Filhos que Ele ama tanto quanto eu.

Estou aprendendo a amar um pouco mais a cada dia! E isso é maravilhoso!

Tenho neste momento bem menos para comemorar, do que nos últimos 6 meses. Parece que o Pai está me ensinando novamente a como trabalhar com o nada.

“Quando não temos nada, temos tudo, por que neste momento, só temos à Deus”.

Deus criou o mundo, e o mundo mudou muito desde de então.

Deus criou os seres viventes, e muitas espécies passaram por mutações.

Deus criou o “homem”, e este parece ser cada dia mais diferente do primeiro.

Mais existe algo que não mudou…

…”O Amor de Deus”.

Ele nos ama, não por que somos belos ou feios; santos ou pecadores; crentes ou descrentes; homens ou mulheres; jovens ou velhos.

O Pai nos ama simplesmente por que é a fonte, a prática e dentre de si, o próprio amor.

Nada que façamos hoje, poderá fazer com que este sentimento puro e forte aumente ou diminua. Deus sempre te amou e continuará amando.

Mas enquanto a nós?  

Nós nos amamos? Nós temos correspondido este amor do Pai?

Se Ele ama, é por que possivelmente isso é muito bom!

Eu estou tentando! Você me ajuda?

“Juntos somos Cristo”

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“O Outro”

“Nunca olhei pr’os lados. Pra não perde a direção…” (Girassóis – Cidadão Quem).

Boa noite! Sei que a “voz” esteve calada por um bom tempo, mas se assim esteve, foi para que na ausênsia de sua voz, pudesse ouvir.

Neste período de silêncio, muito pude aprender e como fruto deste tempo de aprendizado, ou seja, não só estes meses, mas “todos” os meus 22 anos de vida, surge “O Outro”.

O trecho da música da Cidadão Quem, banda gaúcha que gosto muito, retrata o modo como muitas pessoas que conheci agem e dentre estas posso me colocar como um, que durante um bom tempo “não olhou para os lados, para não perder a direção”, certo que desta forma toda a minha atenção estaria concentrada no foco. 

Depois de alguns anos e de algumas conquistas, pude perceber que cheguei aos finais de muitas situações de minha vida, sem notar como tudo aquilo tinha acontecido. A virtude de “não olhar p’ros lados”, passou a ter outros ares quando finalmente olhei para trás, olhei para os lados e por fim para mim. Notei que por ter andado daquela forma, deixei de olhar para coisas que eram valorosas, também percebi que machuquei muitas pessoas e inclusive a mim mesmo.

“…o mundo ao meu redor andava a 300 por hora e eu estava sempre uma volta a frente”

Me tornei cego a ponto de não perceber que haviam pessoas que se preocupavam comigo, as quais eu simplesmente dizia que faria daquela forma mesmo. Em boa parte das vezes eu nem as escutava.

Ajudava a todos, sofria por todos, amava a todos, resolvia tudo, mas sempre havia um vazio, após o total esgotamento.

Certo dia, não lembro qual, nem o mês, mas creio que foi no ano de 2008, senti a necessidade de novas experiências. Foi então que comecei a diminuir o ritmo, com a fundamental ajuda de pessoas que me amam. Estranho dizer isto, mas as novas experiências chegaram ao reduzir e não ao acelerar, como eu achava antes que deveria ser.

Para me ajudar a entender essa passagem, vali-me da seguinte cena.

– Um motorista, que todos os dias durante o ano passa pela a mesma estrada a 100km/h, e em um dia qualquer, ver-se obrigado a andar a menos de 20km/h, por conta do fluxo.

Inesplicavelmente ele olha pela janela do carro, extremamente chateado e se depara com um céu límpido, com montes e campos verdes, com uma lagoa enorme e logo pensa – “estou dirigindo na estrada errada e não naquela que sempre percorro”.

– “É sério!” – eu diria para ele

– “Você esta na estrada certa, a mesma de sempre, só que agora você está dirigindo este carro da maneira correta e não mais da errada”.

O motorista sou eu! Mas também pode ser um outro, uma outra…aliás. pode ser você!!!

Quando recebi “O Dom de Olhar”, e devo lembrar a mim mesmo o quanto ainda preciso aprender a olhar, pude sentir o peso de anos e anos vivendo pra chegar a um final. Meus amigos me contavam os nossos feitos, e me mostravam detalhes que eu não pude perceber. Eram pequenos detalhes, mas que davam um charme, como o amarelo das espigas de milho, sob o verde dos caules do milharal. Podiam ser pequenos, mas eram belos. Por conta deste pequenos o final se fazia grande!

Agora tive em minha mente a seguinte imagem:

Eu olhando para o face de Jesus e Ele, olhando para meu rosto e logo após para trás de mim. Quando eu me virava, pudia ver um terceiro rosto. Era o rosto do outro.

Quem é o tal outro? Não sei! Pra mim pode ser você, para ti eu posso ser o outro.

“Cristo olhou o jovem e amou o jovem” – assim diz uma das traduções da passagem do evangelho com o título de “O Jovem Rico”.

No final o que todos esperavam não aconteceu, o jovem se foi, de cabeça baixa, talvez triste. Jesus teria sido frio? Acho que não. Acho que Ele fez a parte que Lhe cabia, Ele olhou e o jovem fez uma escolha.

Você já olhou para alguém hoje, mas olhou mesmo?

Talvez o que o outro mas precise não seja o seu olhar, mas isso pode ser um começo.

“Sei que demorei muito entender e talvez me falte muito ainda, Senhor, mas quero que saiba que estou grato por tudo que me permitiste até aqui.”

Obrigado por olhar com amor para mim! Espero ser capaz de fazer o mesmo pelo meu irmão, aquele que eu chamei de outro!

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“Ser Luz”

Me sinto honrado por ter sido portador de tamanhã graça, senti de forma maior o peso da resposanbilidade que nos é confiada, mas se é isso que Queres Senhor, eis-me aqui!

Certamente temos o conhecimento que muitos são os dons, que são concedidos por Deus. Alguns de nós possui um, às vezes mais, porém não é a quantidade ou a dita maior ou menor importância destes, que nos faz bons servos. Antes de tudo devemos entender que tudo isso, a ação de Deus, se faz possível por alguns elementos e dentre estes menciono dois neste momento.

Fé…

Um pequenina palavra, mas que  em muitas ocasiões se faz tão grande, que suporta e/ou nos faz suportar o que antes era impossível. Alguns dizem que esta remove montanhas. Quer uma maior do que a descrença que cada um de nós é capaz de nutrir? Parece que no mundo onde vivemos, pelo menos no que eu vivo, cada dia mais perdemos a fé no ser humano, na paz, na melhora e até em nós mesmos.

Muitas pessoas dizem morrer pela fé, afirmando o que acreditam. Estejam certos meus irmãos, os que pela fé morreram, não morreram em vão, mas os que nela vivem passam por sacrifícios que por vezes são tão dolorosos quanto a morte.

Das muitas pessoas que pode conhecer, as que mais possuiam fé, não eram as religiosas, mas sim para minha surpresa, as que menos via vincular-se a qualquer “religião”.

Entendo como fé, aquele certeza pura, em algo que não podemos explicar, mas que quando sentimos, somos impulsionados e permitimos ser possível, o impossível.

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” (Frei Francisco de Assis).

Perfeito, isso é uma busca pela fé. Como nos diria Tiago – “a fé sem obras é morta” -, e o que temos feito para ser melhor?

Amor…

Essa é tão complexa de se entender ou explicar quanto a Fé. Talvez seja pelo fato de ambas só poderem ser iniciadas em nosso entendimento, após um experiência mais ampla ou concreta.

De fato, a palavra “Amor”, tem sido cada dia mais utilizada, para diferentes fins, mas certamente, o seu completo e real significado tem sido vivenciado cada vez menos.

“Heros, Philus e Ágape” – O “amor erotizado” que nos é comercializado por todos os sentidos que possamos utilizar. O “amor fraterno” que foi a base das primeiras organizações e grupos sociais na Antiguidade.  E por fim, o “amor Deus”, que se revela como uma positiva união entre todos os tipos de amor que os teóricos titulam.

Hoje vejo e sinto de forma diferente. Seria um grande erro afirmar que, todos amamos e sentimos tal sentimento da mesma forma. Somos diferentes como os amores são diferentes, mas em verdade todo o amor parte da mesma essência.

“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem sentir-se melhor e mais feliz.” (Madre Teresa de Calcutá).

Penso como esta mulher, como outros seres humanos, entenderam a sua missão de “Ser Luz”. A Irmã Teresa de uma forma bela uniu as duas palavras, Fé e Amor, quando não só as entendeu, mas também as vivenciou e partilhou.

Os Dois Jovens…

Conheci dois jovens, que tiveram suas vidas mudadas pela busca de algo que pudesse preencher seus vazios. Estes vazios, meus queridos irmãos e irmã, era o espaço que Deus e Seu Imenso Amor deveriam ocupar, mas foram impedidos. Tive contato com eles neste sábado, quando participava da celebração. Gabriela a minha esquerda e Leandro a minha direita, puderam presenciar e contemplar junto conosco a presença do Pai Eterno. Foi muito bom, foi maravilhoso ter vivido a experiência de “Ser Luz”. Vi na verdade, que aqueles que são chamados a conduzir, são como velas, que permitem-se ser portadores da Luz que vem do Espírito Santo de Deus.

Espero que possamos nos ver novamente, da forma de nos conhecemos nestes dia onde tanto aprendi. O Pai vos ama, Oh pequeninas almas, permitam-se sentir este amor.

Frei Francisco, Irmã Teresa, Gabi, Lê, meus irmãos e irmãs de Sião, meus amigos e familiares…obrigado por todo o ensinamento. Sou grato por poder aprender tanto com cada um. Espero poder retribuir tamanha graça e honra um dia. “Ser Luz” é uma missão que exige muito amor, mas não tanto que o Pai não seja capaz de nos permitir e que nós não possamos gerar.

 

Grande beijo e abraço em todos!

Peço que orem para que eu possa ser dia após dia, um pouquinho mais instrumento da Paz de Deus, como a vela.

“Juntos somos CRISTO”.

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“Diálogos com Frei Francisco I”

Que a paz do Senhor habite vossos corações e que neles a bondade e amor que emanam do Pai permaneçam.

Volto a partilhar convosco após um intervalo, que me permitiu concluir que não sou mais como era antes.

É claro, para mim, que a cada segundo de nossas vidas nos tornamos diferentes de outrora. Nos tornamos novos homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e idosos.

Hoje sou Raphael, um Filho de Sião.

Nos últimos meses, tenho me aproximado mais do nosso irmão Francisco, por muitos chamado de São Francisco de Assis. Tenho me sentindo mais tocado em chama-lo, como ele mesmo se nomeava – Frei Francisco.

Ganhei a poucos meses, mais precisamente em dezanbro, no Natal, uma tradução dos “Escritos de São Francisco”, da Nine (minha namorada).

Hoje pela manhã o lia e me senti chamado a dividir dois fragmentos convosco.

Carta Enviada a Toda Ordem

19O homem despreza, profana e calca com os pés o Cordeiro de Deus, quando, como diz o apóstolo, não distinguindo(1Cor 11,29) e não discernindo o santo pão de Cristo de ourtos alimentos ou obras, o come indignamente ou também, embora digno, o come levianamente e sem dignidade, como diz o Senhor pelo profeta: maldito o homem que realiza com fraude a obra (Jer 48,10) de Deus.”

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21Ouvi, irmãos meus: Se a Bem-aventurada Virgem é tão honrada – como convém -, porque o trouxe em seu santíssimo útero; se o bem-aventurado Batista estremeceu e não ousou tocar a santa cabeça de Deus; se venera o sepulcro em que Ele jazeu por algum tempo, 22quão santo, justo e digno não deve ser que traz nas mãos(1Jo 1,1), recebe na boca e no coração e oferece aos outros para receberem aquele que já mais morrerá, mas há de viver eternamente glorificado, a quem os anjos desejam contemplar! (1Ped 1,12).”

(Carta Enviada a Toda a Ordem – pág. 71 – 78 / vers. 19 , 21-22) 

(TEIXEIRA, Frei Celso Márcio. Escritos de São Francisco / Organização e Tradução – Petrópolis – RJ: Vozes; Brasília – DF: FFB, 2009.)

 

Meus queridos irmãos e irmãs, todos nós, vocês e eu, mesmo marcados com as nossas mazelas e pecados, somos vistos e amados como filhos e filhas, aos quais o Pai toma em suas mãos e os lava e redime de todas as faltas, através de Vosso Espírito Santo.

 

Não tenhais medo de recebe-lo, sendo na presença de Seu Corpo e de Seu Sangue, por nós ofertados, seja por Sua presença na Palavra ou na presença dos irmãos que o trazem consigo e se alegram em dividi-lo, anuncia-lo, com e por amor.

Não temas em ser um anunciador, por palavras, gestos ou atos. Mas acima de tudo, façam as obras de todo o coração, com todo o amor.

 

“Amai o próximo, como a ti mesmo”.

 

Se hoje eu puder grava algo em vossas mentes e corações, que não seja eu, mas que seja Ele, uno e trino, através de mim.

 

“Eu os amo, mesmo em vossas humanidades, mesmo em vossos pecados. Se me fiz humano, foi para que pudesse sentir-vos em toda a essência. Se me sacrifiquei, através do Corpo e Sangue de Meu Filho, Jesus Cristo, foi por ama-los e porque vós teem o valor de cada gota do Santo Sangue de Cristo.”

 

“Aos vós, grandes e pequenos, digo… – O Amor é a resposta – .” 

 

Com amor,

Vosso Pai, através de vosso pequeno irmão e servo.

“Juntos somos Cristo”.

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Uma noite sem mim

Se você me perguntar o que eu sentia quando cheguei em casa. Eu não saberia te responder… era um misto de indignação, ódio, amor, raiva, compaixão, nojo.
Mas o mais angustiante pra mim foi chegar em casa e ouvir minha mãe dizer pra botar a roupa pra lavar… ela só diz isso quando vou ao médico, porque a roupa pode estar contaminada. Me diz do que eu poderia ter me contaminado? De gente como eu ? Do que eu estava me limpando?

Quando saí do banho me sentei no quarto e comecei a rezar, por todas essas pessoas de rua que eu tinha dado comida… e comecei a me sentir fraca…. Talvez agora eu entenda o que é rezar por alguém.. talvez seja dividir a angústia do irmão… Talvez aquela tenha sido a minha única refeição no dia, talvez eu esteja com frio, talvez esteja menstruada e não tenha absorvente, ou lugar para tomar um banho… Talvez eu anseie um prato de comida mais do que eu desejo continuar a viver, talvez eu não queria viver.. talvez morrer seja mais fácil, menos dolorido. Talvez eu não entenda porque eu sinto amor e ódio desses jovens que vieram me trazer comida. Porque eles têm tudo e eu não tenho direito a roupas limpas, comida na mesa, amigos ao redor, família em casa.

Talvez eu seja um deles, talvez eu seja a mulher que dorme na rua, ou o velho que divide a comida com seu cão, talvez eu seja a criança chorando por comida, ou talvez eu só seja alguém… impotente.

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