Arquivo do mês: junho 2009

“O Que Queres, Senhor?”

jesus_jovem

Essa deve ser nossa primeira pergunta a Deus, quando iniciamos ou damos término a uma jornada. Mas é isso o que fazemos de fato? Perguntamos com fé, confiantes que Ele nos ouve e nos responde?

Durante anos de minha vida iniciei as minhas caminhadas sem fazer esta pergunta, mas como Ele sempre me foi fiel, mesmo em minha infidelidade, terminei todas elas salvo. É engraçado olhar para trás e ver tudo o que ficou, principalmente quando se vê que muita coisa veio conosco até aqui.

“Hoje olho para o passado e me alegro, pois estou aqui vivo, feliz e buscando as forças que não tenho, mas que recebo do Pai, para seguir na caminhada”.

Quantos minutos, horas e dias de nossa vida, são dedicados ao vazio? Cristãos, ateus, judeus, ou pertencentes a quaisquer outras crenças, nos deparamos em algum momento de nossa vida, com a sensação de não sabermos o que estamos fazendo, o por que, o para quem, o como…seria muito fácil dar-te um conselho…busque a Deus!

Ao darmos este conselho, eu e Ele, não estamos dizendo que será fácil se viver, que não existirão sofrimentos, dores e obstáculos. Não afirmarmos que você terá tudo que quer e muito mesmo que você não passará por privações e provações. O que estamos dizendo, é que a vida apresentará dificuldades sim, que os sofrimentos, dores e obstáculos existirão sim, que não terás tudo o que queres e que passarás pelas privações e provações sim, mas que no antes, no durante e no fim de tudo, Ele estará contigo e que mesmo que as mãos do inimigo tentem te atingir, tu serás protegido.

Nada posso vos dar como certeza, a não ser o que eu vivi até aqui. Minha vida tem sido melhor do que pude imaginar, mesmo durante as tempestades.

Sinceramente, tenho dificuldade em seguir um caminho no qual duvido, a seguir uma pessoa que não me espira a confiança e de amar e perdoar pessoas que tentam me fazer o mal. Sigo esse caminho, por nele acreditar, tento seguir o exemplo de Cristo, pois Nele confio e tenho aprendido a perdoar e a ser perdoado.

Cristo passou o que nós humanos passamos e certamente se deparou com as dificuldades que eu e você deparamos, mas Ele fez algo simples, pediu e foi atendido, perguntou e foi respondido.

Na dúvida pergunte…”O que queres, Senhor?”.

Agradeço-Te desde já, pelas perguntas e pelas resposta, Pai!

“Sozinhos somos NADA, juntos somos CRISTO”.

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“Fazei-me instrumento de Vosso Amor”

francisco_de_assis“Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”.

Deus nos faz um convite diário, a uma experiência de amor.

Amar pode ser uma tarefa muito complexa,  principalmente quando refletimos que este amor deve ser Ágape(O amor de Deus), que não enxerga diferenças, defeitos, gostos e preferências. Cultivar esse amor pelos amigos, familiares e pessoas que admiramos é algo simples, agradável, podemos até dizer que fácil. Mas e quando se trata de um estranho, ou pior , de um conhecido que não nos agrada, que é chato, diferente? Um tarefa e tanto, não é?

“Ele nunca disse que seria fácil, apenas disse que valeria a pena”.

Não consigo ver o amar como um dom a ser desenvolvido, sem antes vê-lo como uma graça a ser vivenciada. Tenho me sentido tão amado pelos meus, os que estão ao meu redor e também os que estão distantes, que creio poder hoje partilhar deste sentimento com todos os outros.

A uns dois meses atrás, aproximadamente, eu voltava do Shopping, com minha namorada, e como de costume, quando comemos algo e sobra, separamos para doar a alguém que necessite, nunca jogamos fora. Andamos quinhentos metros, em direção ao ponto de ônibus e não vimos ninguém para oferecer o que trazíamos. Então eu parei e olhei para trás e pude ver um sombra se projetando em nossa direção. Ela foi se aproximando até podermos ver que era um homem, maltrapilho, sujo, fatigado e triste. Quando ele ficou mais próximo eu lhe disse:

– “Boa noite, o Senhor aceita? Não é muito mas…”.

 Ele me cortou e disse:

– “Como eu não aceito, se eu tô morrendo de fome”.

Naquele momento senti algo transpassar minha alma. Entreguei o embrulho para ele, apresentei a mim e a  minha namorada. Ele disse que o nome dela era bonito. Eu perguntei o nome dele, pois sempre vejo neste pequeno gesto, uma forma de tentar resgatar a dignidade.

Ele respondeu:

– “João”.

Assim como o discípulo que Jesus amava.

Eu pus a mão em sua nuca e olhei em seus olhos, tive certeza que ele sentia paz naquele momento. Ele nos agradeceu, partilhou por três minutos sobre suas mazelas e nos despedimos. Dissemos um saudoso Deus contigo e ele nos retribui.

Passamos pelo menos local, pelo menos três vezes no mês seguinte e não o vimos mais.

Sinto que mais do que nós fizemos por ele, naquela noite, ele fez por nós. Tanto eu quanto Nine, refletimos nossas vidas, relacionamentos e ministérios a partir daquele dia. Tentamos passar para o João, um pouco desse amor que nos é dado, gratuitamente pelo PAI, e ele(esse filho de Deus, chamado João) nos retribui com o mesmo sentimento, de forma que gerou um marca imensa em meu ser. Quantas experiências da ausência de amor, este homem pode ter vivencido? Creio que algumas, senão muitas. E mesmo assim, ele pode nos retribuir esse sentimento.

 “Se alguém possuir bens deste mundo e, vendo o seu irmão passar necessidades,   lhe fechar o seu coração, como é que o amor de Deus pode permanecer nele?”
Meus filhinhos, não amemos com palavras, nem com a boca, mas com obras e em verdade!”
1 Jo 4, 21)

(

 

Ouso dizer, que acima do ministério da cura, da palavra e da salvação, o maior ministério pregado e vivido por Jesus, foi o ministério do amor.

 

Em Assis, a muitos anos atrás, brotou uma semente desse amor. Em uma terra chamada coração, que se localizava em um jovem…Francisco.

Nascido em berço rico, após sentir “o verdadeiro amor”, este jovem trocou sua vida, imersa no pecado e olhou no rosto dos pobres, dos doentes, dos aflitos, dos excluídos e nestes rosto viu o rosto de Deus.

Ele viveu em união, com outros que tiveram seus corações tocados por sua mensagem de vida em amor. Ele poderia ser o maior dentre eles, mas pediu a Deus que fosse o menor, que fosse um instrumento, de paz e de amor.

 Um homem, um pecador, um servo, um filho amado…um instrumento.

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.”

(Oração de São Francisco de Assis).

Eis a minha prece, Senhor:

– “Senhor, fazei-me instrumento de Vosso Amor”.

 “Sozinhos somos NADA, juntos somos CRISTO”.

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