Arquivo do mês: julho 2009

“Chagados”

Sua dor, seu sangue, nossa salvação!

Sua dor, seu sangue, nossa salvação!

Quando pensamos em dor, de imediato nos lembramos de todas as sensações físicas que levam-nos a senti-la. As pancadas, farpas, as queimaduras…

Muitas vezes, só registramos em nossas mentes o cuidado, após termos sentido, por nós mesmos a dor. Nos parece irreal algo que não podemos sentir, não é mesmo? Então procuramos sentir para saber.

Talvez por isso para muitos seja tão difícil crer em Deus. Muitas vezes Ele é como a dor, algo que não cremos por ainda não termos experimentado. Mas muitas vezes Ele se vale da dor, para que possamos senti-lo, não na dor, mas no alívio, no amparo, no consolo.

Deus não é nossa muleta. Deus é nosso preparador e fisioterapeuta, físico e espiritual. Como preparador Ele busca evitar que venhamos a sentir a dor, mas nem sempre ouvimos. Como fisioterapeuta Ele nos cura, pouco a pouco, com a Sua sabedoria e com nosso esforço.

Creio que pela primeira vez utilizarei a História(ciência) como ferramenta. Através dela vejo um boa forma de analisarmos a dor.

Em sociedades da Antiguidade, as quais muitos chamam de “povos primitivos”, a dor era um elemento de inserção social. Nestas sociedades as provas de aceitação eram utilizadas como a forma de tornar “um igual”, o indivíduo que conseguisse superar a dor, buscando provar ao grupo o quanto era merecedor de ser um deles.

O Corpo era utilizado como documento, onde eram registradas as marcas de dor e de vitória. Nele desenhava-se a marca da tribo, grupo, sociedade ou civilização a qual o indivíduo pertencia.

O que existe de comum nos registros corporais dos “Antigos” e dos “Contemporâneos”, meus irmãos?

As tatuagens, as pinturas corporais em geral, os brincos, os colares e as vestimentas que hoje utilizamos, nos mostram o quanto nós, seres humanos, ainda buscamos registrar o que somos, mas diferentemente dos humanos que viveram no período da Antiguidade, me parece que hoje vemos o corpo e os adereços como uma forma de marcar não as nossas igualdades, mas sim as nossas diferenças.

Em ambos a dor se apresenta, como condição de se obter o que se busca. Sem ela todo o sentido de superação se perderia.

O próprio Cristo experimentou isto, ao sentir em sua carne o registro da dor, que sinalizava a Ele e a todos, inclusive a nós, qual fora a sua escolha.

Os chutes, tapas, socos e cusparadas. As chibatadas, a coroa de espinhos e as vestias rasgadas. A morte de cruz, as chagas, o sangue e água que de seu corpo jorraram.

Todas essas marcas se fizeram necessárias, para que nós crêssemos.

Muitos pendem para não sentir dor, não serem chagados, enquanto poucos vêem que maior do que a dor é a misericórdia de Deus.

Muitos temem as marcas, as chagas que a vida nos coloca. Poucos, como Francisco, pedem a graça de superar a dor.

Muitos temem as marcas, as chagas que a vida nos coloca. Poucos, como Francisco, pedem a graça de superar a dor.

Nosso irmão, Francisco de Assis, foi um destes poucos. Em suas orações clamou a Deus que pudesse sentir as dores das chagas como Cristo e como diz a palavra: “Aquele que pede será atendido”, Assis o foi, vivendo e morrendo com o orgulho de na dor ter encontrado as forças para se superar.

Meu irmão, minha irmã…cedo ou tarde a dor chega e quando ela vai nos deixa muitas marcas. Quando temos a Fé, quando confiamos em Deus, ela também chega e quando vai também nos deixa marcas, mas a única e grande diferença é que depois de sentir todo sofrimento e toda a dor, quando temos a Fé em Deus as marcas ficam e nos tornam provas, documentos, testemunhos, como o próprio Cristo foi.

 

NÃO TENHA MEDO DE SER CHAGADO! MESMO NOS MOMENTOS DE DOR DEUS SE FARÁ PRESENTE!

 

Lembre-se:

 “Ele nunca nos disse que seria fácil…apenas disse que valeria a pena”.

 

Olhem para as marcas…suas marcas e as marcas de seus irmãos. Vejam tudo o que superam, contando somente com Deus e contando com Ele e todos os que te amam.

  

“Sozinhos somos NADA, juntos somos CRISTO”.

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em Uncategorized