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“O Amor de Deus”

Como poderíamos entender?

Receber algo tão valioso de graça?

Sem ter de dar nada em troca?

Do que falamos?

Irmão e irmã,

Estive calado mais uma vez por um bom tempo. Me faltava não só o tempo para partilhar, mas também me faltava um sentido para faze-lo.

Ao ver os últimos endereços acessados neste Notebook, observei que alguém buscou essa página.

Resolvi entrar com meu login, e então, vi um comentário feito por um irmão e amigo, que ainda não conheço. Ele se chama Orlando.

Passei por momentos conturbados, no trabalho, na vida familiar, na vida comunitária, mas apesar de todo esse turbilhão, permaneci em pé. Não por minhas forças, pois as que tenho não seriam suficientes. Deus cuidou de mim, de diversas formas e através de diversos meios.

Ele contou com a ajuda de alguns Filhos que Ele ama tanto quanto eu.

Estou aprendendo a amar um pouco mais a cada dia! E isso é maravilhoso!

Tenho neste momento bem menos para comemorar, do que nos últimos 6 meses. Parece que o Pai está me ensinando novamente a como trabalhar com o nada.

“Quando não temos nada, temos tudo, por que neste momento, só temos à Deus”.

Deus criou o mundo, e o mundo mudou muito desde de então.

Deus criou os seres viventes, e muitas espécies passaram por mutações.

Deus criou o “homem”, e este parece ser cada dia mais diferente do primeiro.

Mais existe algo que não mudou…

…”O Amor de Deus”.

Ele nos ama, não por que somos belos ou feios; santos ou pecadores; crentes ou descrentes; homens ou mulheres; jovens ou velhos.

O Pai nos ama simplesmente por que é a fonte, a prática e dentre de si, o próprio amor.

Nada que façamos hoje, poderá fazer com que este sentimento puro e forte aumente ou diminua. Deus sempre te amou e continuará amando.

Mas enquanto a nós?  

Nós nos amamos? Nós temos correspondido este amor do Pai?

Se Ele ama, é por que possivelmente isso é muito bom!

Eu estou tentando! Você me ajuda?

“Juntos somos Cristo”

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“O Outro”

“Nunca olhei pr’os lados. Pra não perde a direção…” (Girassóis – Cidadão Quem).

Boa noite! Sei que a “voz” esteve calada por um bom tempo, mas se assim esteve, foi para que na ausênsia de sua voz, pudesse ouvir.

Neste período de silêncio, muito pude aprender e como fruto deste tempo de aprendizado, ou seja, não só estes meses, mas “todos” os meus 22 anos de vida, surge “O Outro”.

O trecho da música da Cidadão Quem, banda gaúcha que gosto muito, retrata o modo como muitas pessoas que conheci agem e dentre estas posso me colocar como um, que durante um bom tempo “não olhou para os lados, para não perder a direção”, certo que desta forma toda a minha atenção estaria concentrada no foco. 

Depois de alguns anos e de algumas conquistas, pude perceber que cheguei aos finais de muitas situações de minha vida, sem notar como tudo aquilo tinha acontecido. A virtude de “não olhar p’ros lados”, passou a ter outros ares quando finalmente olhei para trás, olhei para os lados e por fim para mim. Notei que por ter andado daquela forma, deixei de olhar para coisas que eram valorosas, também percebi que machuquei muitas pessoas e inclusive a mim mesmo.

“…o mundo ao meu redor andava a 300 por hora e eu estava sempre uma volta a frente”

Me tornei cego a ponto de não perceber que haviam pessoas que se preocupavam comigo, as quais eu simplesmente dizia que faria daquela forma mesmo. Em boa parte das vezes eu nem as escutava.

Ajudava a todos, sofria por todos, amava a todos, resolvia tudo, mas sempre havia um vazio, após o total esgotamento.

Certo dia, não lembro qual, nem o mês, mas creio que foi no ano de 2008, senti a necessidade de novas experiências. Foi então que comecei a diminuir o ritmo, com a fundamental ajuda de pessoas que me amam. Estranho dizer isto, mas as novas experiências chegaram ao reduzir e não ao acelerar, como eu achava antes que deveria ser.

Para me ajudar a entender essa passagem, vali-me da seguinte cena.

– Um motorista, que todos os dias durante o ano passa pela a mesma estrada a 100km/h, e em um dia qualquer, ver-se obrigado a andar a menos de 20km/h, por conta do fluxo.

Inesplicavelmente ele olha pela janela do carro, extremamente chateado e se depara com um céu límpido, com montes e campos verdes, com uma lagoa enorme e logo pensa – “estou dirigindo na estrada errada e não naquela que sempre percorro”.

– “É sério!” – eu diria para ele

– “Você esta na estrada certa, a mesma de sempre, só que agora você está dirigindo este carro da maneira correta e não mais da errada”.

O motorista sou eu! Mas também pode ser um outro, uma outra…aliás. pode ser você!!!

Quando recebi “O Dom de Olhar”, e devo lembrar a mim mesmo o quanto ainda preciso aprender a olhar, pude sentir o peso de anos e anos vivendo pra chegar a um final. Meus amigos me contavam os nossos feitos, e me mostravam detalhes que eu não pude perceber. Eram pequenos detalhes, mas que davam um charme, como o amarelo das espigas de milho, sob o verde dos caules do milharal. Podiam ser pequenos, mas eram belos. Por conta deste pequenos o final se fazia grande!

Agora tive em minha mente a seguinte imagem:

Eu olhando para o face de Jesus e Ele, olhando para meu rosto e logo após para trás de mim. Quando eu me virava, pudia ver um terceiro rosto. Era o rosto do outro.

Quem é o tal outro? Não sei! Pra mim pode ser você, para ti eu posso ser o outro.

“Cristo olhou o jovem e amou o jovem” – assim diz uma das traduções da passagem do evangelho com o título de “O Jovem Rico”.

No final o que todos esperavam não aconteceu, o jovem se foi, de cabeça baixa, talvez triste. Jesus teria sido frio? Acho que não. Acho que Ele fez a parte que Lhe cabia, Ele olhou e o jovem fez uma escolha.

Você já olhou para alguém hoje, mas olhou mesmo?

Talvez o que o outro mas precise não seja o seu olhar, mas isso pode ser um começo.

“Sei que demorei muito entender e talvez me falte muito ainda, Senhor, mas quero que saiba que estou grato por tudo que me permitiste até aqui.”

Obrigado por olhar com amor para mim! Espero ser capaz de fazer o mesmo pelo meu irmão, aquele que eu chamei de outro!

1 comentário

Arquivado em "Amai o próximo como a ti mesmo"

“Deus significa Amor”.

Admiro profundamente a palavras que lemos na bíblia. Eu mesmo pude sentir, em muitos momentos de minha vida o conforto trazido por elas, mas sinto principalmente nos últimos meses, que Deus tem me falado de outras formas.

Hoje tenho a graça de poder passar aquilo que sinto. Somente quando pude sentir Deus falando é que as palavras sagradas tiveram um verdadeiro sentido para mim.

Junto com meus irmão de fé, PV, toco as sextas-feiras em adoração, em uma igreja que fica no bairro de Olaria. Nesta sexta(18/12), a coordenadora do grupo de adoradores me perguntou antes de iniciarmos:

– Você pensou em algo pra hoje?

Eu respondi, certo de que como sempre não havia conseguido “planejar” nada:

– Que tal trabalharmos isso? (Apontando para a estampa de sua camisa).

Em sua camisa estava escrito o que para mim significa Deus – “Amor”.

Estive 16 anos participando intensamente em inúmeras atividades pastorais e somente neste último ano, pude verdadeiramente sentir o “Amor que é Deus” em sua essência.

Crianças, pobres, doentes, excluídos…esses são o maior exercício de amor para mim, superando muitas vezes as pessoas que quase nunca falo, por falarem mal de mim.

No olhar das crianças, pude recuperar muito do que perdi durante os anos. A pureza, a observância, a ternura, o amor primário, o amor puro. Sinto que isso reforça e muito a minha vocação a paternidade, mas tenho certeza que é algo que vai muito além disso.

O amor de uma criança é sempre sincero, se um pequenino ama alguém, esse amor é algo que fica claro, pois este ainda não desenvolveu a capacidade dissimulada de mentir com tanta perfeição, para os outros e para si mesmo, a ponto de fazer a mentira se tornar verdade. Noto um clara diferença entre os pequenos e as pequenas. Eles no geral são mais teimosos, mais chorosos, mais brutos. Destes tem-se o respeito de duas formas, pelo medo, que é perdido de acordo com o tempo ou pelo amor, que tende a se tornar uma admiração profunda, passando a enxergar no outro um reflexo do que quer para si.

Elas geralmente são ternas, mais carinhosas que eles, delicadas e encantadoras. Confesso ter uma grande dificuldade em agir de forma corretiva com elas. Uma simples palavra entoada por elas, me neutraliza.

Enxergo na diferença dos gêneros dos pequeninos, a perfeição da natureza criada por Deus.

“Cada qual possui sua essência, mas ambas são extraídas do mesmo jardim”.

 

Sem sombra de dúvidas o olhar mais difícil é ao pobre, doente e excluído. Quantas vezes, estive com um irmão de rua e não o olhei nos olhos?

Inúmeras! Por medo, por repulsa, por vergonha!

Estes são os mais queridos de Francisco! Foram para ele a voz de Deus.

Suas feridas da carne revelavam aos olhos uma parcela risória das feridas da alma.

Para mim são os mais difíceis de amar, não somente pelo seu aspecto, pois isso tenho aprendido a crescer e superar, mas principalmente por eles não saberem ser amados. Eu entendo que estes irmãos devem ter sofrido tanto em suas vidas, que qualquer proximidade com o próximo, possa representar uma nova agressão.

“Quando vejo suas almas, posso ver e sentir a dor. Isso me entristece, mas afirma meu chamado.”

 

“Senhor eu quero ama-los! Ensina-me!”          

 

O amor para mim meus irmãos, é um exercício de longa duração. Muitos levam sua vida toda exercitando e ainda sim não o sentem.

Um dia eu parei de tentar e decidi sentir. Foi a melhor troca de caminho para mim.

“Transformei minhas dúvidas em certezas, no momento em que disse, Sim”.

 

Gostaria de dividir um pouco desse amor convosco! As palavras são limitadas, mas também foram a única forma.

“Pai, sei que em minhas orações, Teu silêncio, só me basta!”

Certos do amor, agora vamos agir!

“Juntos somos Cristos”.

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