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“O Outro”

“Nunca olhei pr’os lados. Pra não perde a direção…” (Girassóis – Cidadão Quem).

Boa noite! Sei que a “voz” esteve calada por um bom tempo, mas se assim esteve, foi para que na ausênsia de sua voz, pudesse ouvir.

Neste período de silêncio, muito pude aprender e como fruto deste tempo de aprendizado, ou seja, não só estes meses, mas “todos” os meus 22 anos de vida, surge “O Outro”.

O trecho da música da Cidadão Quem, banda gaúcha que gosto muito, retrata o modo como muitas pessoas que conheci agem e dentre estas posso me colocar como um, que durante um bom tempo “não olhou para os lados, para não perder a direção”, certo que desta forma toda a minha atenção estaria concentrada no foco. 

Depois de alguns anos e de algumas conquistas, pude perceber que cheguei aos finais de muitas situações de minha vida, sem notar como tudo aquilo tinha acontecido. A virtude de “não olhar p’ros lados”, passou a ter outros ares quando finalmente olhei para trás, olhei para os lados e por fim para mim. Notei que por ter andado daquela forma, deixei de olhar para coisas que eram valorosas, também percebi que machuquei muitas pessoas e inclusive a mim mesmo.

“…o mundo ao meu redor andava a 300 por hora e eu estava sempre uma volta a frente”

Me tornei cego a ponto de não perceber que haviam pessoas que se preocupavam comigo, as quais eu simplesmente dizia que faria daquela forma mesmo. Em boa parte das vezes eu nem as escutava.

Ajudava a todos, sofria por todos, amava a todos, resolvia tudo, mas sempre havia um vazio, após o total esgotamento.

Certo dia, não lembro qual, nem o mês, mas creio que foi no ano de 2008, senti a necessidade de novas experiências. Foi então que comecei a diminuir o ritmo, com a fundamental ajuda de pessoas que me amam. Estranho dizer isto, mas as novas experiências chegaram ao reduzir e não ao acelerar, como eu achava antes que deveria ser.

Para me ajudar a entender essa passagem, vali-me da seguinte cena.

– Um motorista, que todos os dias durante o ano passa pela a mesma estrada a 100km/h, e em um dia qualquer, ver-se obrigado a andar a menos de 20km/h, por conta do fluxo.

Inesplicavelmente ele olha pela janela do carro, extremamente chateado e se depara com um céu límpido, com montes e campos verdes, com uma lagoa enorme e logo pensa – “estou dirigindo na estrada errada e não naquela que sempre percorro”.

– “É sério!” – eu diria para ele

– “Você esta na estrada certa, a mesma de sempre, só que agora você está dirigindo este carro da maneira correta e não mais da errada”.

O motorista sou eu! Mas também pode ser um outro, uma outra…aliás. pode ser você!!!

Quando recebi “O Dom de Olhar”, e devo lembrar a mim mesmo o quanto ainda preciso aprender a olhar, pude sentir o peso de anos e anos vivendo pra chegar a um final. Meus amigos me contavam os nossos feitos, e me mostravam detalhes que eu não pude perceber. Eram pequenos detalhes, mas que davam um charme, como o amarelo das espigas de milho, sob o verde dos caules do milharal. Podiam ser pequenos, mas eram belos. Por conta deste pequenos o final se fazia grande!

Agora tive em minha mente a seguinte imagem:

Eu olhando para o face de Jesus e Ele, olhando para meu rosto e logo após para trás de mim. Quando eu me virava, pudia ver um terceiro rosto. Era o rosto do outro.

Quem é o tal outro? Não sei! Pra mim pode ser você, para ti eu posso ser o outro.

“Cristo olhou o jovem e amou o jovem” – assim diz uma das traduções da passagem do evangelho com o título de “O Jovem Rico”.

No final o que todos esperavam não aconteceu, o jovem se foi, de cabeça baixa, talvez triste. Jesus teria sido frio? Acho que não. Acho que Ele fez a parte que Lhe cabia, Ele olhou e o jovem fez uma escolha.

Você já olhou para alguém hoje, mas olhou mesmo?

Talvez o que o outro mas precise não seja o seu olhar, mas isso pode ser um começo.

“Sei que demorei muito entender e talvez me falte muito ainda, Senhor, mas quero que saiba que estou grato por tudo que me permitiste até aqui.”

Obrigado por olhar com amor para mim! Espero ser capaz de fazer o mesmo pelo meu irmão, aquele que eu chamei de outro!

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“Ser Luz”

Me sinto honrado por ter sido portador de tamanhã graça, senti de forma maior o peso da resposanbilidade que nos é confiada, mas se é isso que Queres Senhor, eis-me aqui!

Certamente temos o conhecimento que muitos são os dons, que são concedidos por Deus. Alguns de nós possui um, às vezes mais, porém não é a quantidade ou a dita maior ou menor importância destes, que nos faz bons servos. Antes de tudo devemos entender que tudo isso, a ação de Deus, se faz possível por alguns elementos e dentre estes menciono dois neste momento.

Fé…

Um pequenina palavra, mas que  em muitas ocasiões se faz tão grande, que suporta e/ou nos faz suportar o que antes era impossível. Alguns dizem que esta remove montanhas. Quer uma maior do que a descrença que cada um de nós é capaz de nutrir? Parece que no mundo onde vivemos, pelo menos no que eu vivo, cada dia mais perdemos a fé no ser humano, na paz, na melhora e até em nós mesmos.

Muitas pessoas dizem morrer pela fé, afirmando o que acreditam. Estejam certos meus irmãos, os que pela fé morreram, não morreram em vão, mas os que nela vivem passam por sacrifícios que por vezes são tão dolorosos quanto a morte.

Das muitas pessoas que pode conhecer, as que mais possuiam fé, não eram as religiosas, mas sim para minha surpresa, as que menos via vincular-se a qualquer “religião”.

Entendo como fé, aquele certeza pura, em algo que não podemos explicar, mas que quando sentimos, somos impulsionados e permitimos ser possível, o impossível.

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” (Frei Francisco de Assis).

Perfeito, isso é uma busca pela fé. Como nos diria Tiago – “a fé sem obras é morta” -, e o que temos feito para ser melhor?

Amor…

Essa é tão complexa de se entender ou explicar quanto a Fé. Talvez seja pelo fato de ambas só poderem ser iniciadas em nosso entendimento, após um experiência mais ampla ou concreta.

De fato, a palavra “Amor”, tem sido cada dia mais utilizada, para diferentes fins, mas certamente, o seu completo e real significado tem sido vivenciado cada vez menos.

“Heros, Philus e Ágape” – O “amor erotizado” que nos é comercializado por todos os sentidos que possamos utilizar. O “amor fraterno” que foi a base das primeiras organizações e grupos sociais na Antiguidade.  E por fim, o “amor Deus”, que se revela como uma positiva união entre todos os tipos de amor que os teóricos titulam.

Hoje vejo e sinto de forma diferente. Seria um grande erro afirmar que, todos amamos e sentimos tal sentimento da mesma forma. Somos diferentes como os amores são diferentes, mas em verdade todo o amor parte da mesma essência.

“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem sentir-se melhor e mais feliz.” (Madre Teresa de Calcutá).

Penso como esta mulher, como outros seres humanos, entenderam a sua missão de “Ser Luz”. A Irmã Teresa de uma forma bela uniu as duas palavras, Fé e Amor, quando não só as entendeu, mas também as vivenciou e partilhou.

Os Dois Jovens…

Conheci dois jovens, que tiveram suas vidas mudadas pela busca de algo que pudesse preencher seus vazios. Estes vazios, meus queridos irmãos e irmã, era o espaço que Deus e Seu Imenso Amor deveriam ocupar, mas foram impedidos. Tive contato com eles neste sábado, quando participava da celebração. Gabriela a minha esquerda e Leandro a minha direita, puderam presenciar e contemplar junto conosco a presença do Pai Eterno. Foi muito bom, foi maravilhoso ter vivido a experiência de “Ser Luz”. Vi na verdade, que aqueles que são chamados a conduzir, são como velas, que permitem-se ser portadores da Luz que vem do Espírito Santo de Deus.

Espero que possamos nos ver novamente, da forma de nos conhecemos nestes dia onde tanto aprendi. O Pai vos ama, Oh pequeninas almas, permitam-se sentir este amor.

Frei Francisco, Irmã Teresa, Gabi, Lê, meus irmãos e irmãs de Sião, meus amigos e familiares…obrigado por todo o ensinamento. Sou grato por poder aprender tanto com cada um. Espero poder retribuir tamanha graça e honra um dia. “Ser Luz” é uma missão que exige muito amor, mas não tanto que o Pai não seja capaz de nos permitir e que nós não possamos gerar.

 

Grande beijo e abraço em todos!

Peço que orem para que eu possa ser dia após dia, um pouquinho mais instrumento da Paz de Deus, como a vela.

“Juntos somos CRISTO”.

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